De quem é o seu site: domínio, código e alojamento

São três coisas separadas e podem ter três donos diferentes. Dá para confirmar hoje, em dez minutos, sem pedir nada a ninguém.

Blog

O site são três propriedades separadas O nome do site, o código e os conteúdos, e o alojamento com as contas: três propriedades independentes que podem estar em mãos diferentes. O domínio é a única das três que não se substitui, e por isso é a primeira a verificar. «O meu site» são três coisas. Separadas, e podem ter três donos diferentes. NÃO SE SUBSTITUI 1 O domínio O nome. Alugado, com um titular. 2 O código As páginas, os textos, as fotografias. 3 O alojamento Onde está guardado e quem tem a chave. As outras duas substituem-se. Por isso o domínio verifica-se primeiro.
Uma das três não se substitui. É por isso que se verifica primeiro.

Alguém quer mudar uma morada no rodapé do site da empresa, ou mudar de fornecedor, ou apenas perceber porque é que o site deixou de abrir numa terça-feira de manhã. E descobre que não pode fazer nada disso sozinho.

O site é da empresa no sentido em que fala dela e foi pago por ela. Em nenhum outro sentido. Isto quase nunca é fraude: é conveniência acumulada. Tem solução, e a solução é muito mais barata antes do que depois.

O seu site são três propriedades separadas

«O meu site» são, na prática, três propriedades independentes, e cada uma pode estar em mãos diferentes.

O domínio é o nome. É alugado, não comprado: renova-se por períodos e tem um titular registado. É também a única das três coisas que não se pode substituir. Perder o domínio é perder a morada para a qual apontam os cartões de visita, as assinaturas de email, as montras do Google e todos os sítios onde alguém alguma vez escreveu o endereço.

O código e os conteúdos são o site propriamente dito: as páginas, os textos, as fotografias, a folha de estilos. Substitui-se, com trabalho e com dinheiro, mas substitui-se.

O alojamento e as contas são onde tudo isso está guardado e quem tem a chave. Também se substitui, desde que haja acesso ao domínio para apontar o nome para outro sítio.

A ordem de importância é essa, e é por essa ordem que vale a pena verificar.

A pesquisa pública só dá metade da resposta

Para um domínio .pt, o registo nacional é gerido pela Associação DNS.PT e tem uma pesquisa pública. Escreva o seu domínio, aminhaempresa.pt ou o que for, na pesquisa pública de domínios .pt e leia o resultado.

Aparecem o nome do domínio, as datas de registo e de expiração, o estado técnico e a entidade registadora, que é a empresa através da qual o domínio foi registado. Os dados pessoais do titular só aparecem quando o titular consentiu na sua divulgação. Por isso a ausência de um nome não prova nada por si só. A presença do nome errado, essa, prova.

Num .com ou num .net, a consulta equivalente devolve, na maioria dos casos, os campos do titular ocultados por razões de proteção de dados. Continua a servir para ver as datas e a entidade registadora, mas não responde à pergunta do titular.

Daí as três verificações seguintes, que funcionam com qualquer domínio e não dependem de ninguém:

  1. Veja quem recebe o aviso de renovação. O domínio renova-se todos os anos ou de dois em dois. Quem recebe esse email controla o domínio na prática. Se a sua empresa nunca recebeu nenhum, não é ela.
  2. Peça para entrar na conta, hoje, com um email da empresa. Na conta onde o domínio está registado. Não precisa de mexer em nada: ou consegue entrar, ou já tem a resposta.
  3. Veja qual é o email de recuperação da conta. É o detalhe que decide tudo quando alguém se despede, muda de empresa ou deixa de responder. Se a recuperação de palavra-passe vai parar a uma caixa de correio a que a empresa não tem acesso, a conta não é da empresa.
O que a pesquisa pública responde, e o que não responde O diretório público do registo .pt mostra o nome do domínio, as datas de registo e de expiração, o estado técnico e a entidade registadora. O titular só aparece se tiver consentido na divulgação, por isso essa linha não responde sozinha. Seguem-se três verificações que funcionam sempre: quem recebe o aviso de renovação, quem consegue entrar na conta e qual é o email de recuperação da conta. A pesquisa pública do registo .pt Os campos que devolve sobre qualquer domínio .pt. Nome do domínio aminhaempresa.pt Datas de registo e de expiração mostradas Estado técnico mostrado Entidade registadora mostrada Titular só se o titular consentiu A ausência de um nome não prova nada por si só. O nome errado, esse, prova. Num .com ou num .net o titular vem oculto na maioria dos casos. Três verificações que funcionam sempre Independentemente do domínio, e sem esperar por ninguém. 1 Quem recebe o aviso de renovação Quem o recebe controla o domínio na prática. Se nunca o recebeu, não é a sua empresa. 2 Quem consegue entrar na conta Peça para entrar hoje, com um email da empresa. Não precisa de mexer em nada. 3 Qual é o email de recuperação Se a recuperação vai parar a uma caixa fora da empresa, a conta não é dela.
A pesquisa pública dá metade da resposta. As três verificações dão a outra metade.

Como o site foi construído decide o que se leva

Aqui a resposta depende da construção, e há três casos.

  • Sistema instalado num alojamento, do tipo WordPress e semelhantes: o site é um conjunto de ficheiros mais uma base de dados, e ambos se copiam. Peça o acesso ao painel do alojamento, ou uma cópia de segurança completa entregue a si.
  • Código próprio: o que existe é um repositório de ficheiros. Deve estar numa conta da empresa, ou ter sido entregue. Peça-o.
  • Plataforma fechada, do tipo em que se arrasta blocos numa página: o site não é transferível, e nenhuma cláusula contratual muda isso.

No terceiro caso, os textos e as fotografias são seus e podem ser copiados à mão; a construção fica na plataforma e desaparece no dia em que se deixa de pagar. Não é um argumento contra essas plataformas: para alguns negócios são a escolha certa. É coisa que se deve saber antes e não depois.

Como o site foi construído decide o que se pode levar Três colunas com a mesma forma. Num sistema instalado no alojamento e em código próprio, o site leva-se: são ficheiros, uma base de dados ou um repositório. Numa plataforma fechada, a construção fica na plataforma e só os textos e as fotografias se copiam à mão. Como foi construído decide o que se pode levar Três formas de construir, e uma delas não tem volta. Leva-se Com o acesso ao painel. Sistema instalado WordPress e semelhantes. Ficheiros mais uma base de dados. Copiam-se. Peça o acesso ao painel ou uma cópia completa. Leva-se Está num repositório. Código próprio Um repositório de ficheiros. Deve estar numa conta da empresa, ou ter sido entregue. Peça-o. Não se leva Fica na plataforma. Plataforma fechada Arrastam-se blocos numa página. Os textos e as fotografias são seus e copiam-se à mão. A construção fica lá. Nenhuma cláusula contratual torna transferível o que fica na plataforma. Não é um defeito: é coisa que se deve saber antes e não depois. As fotografias encomendadas têm licença própria, com limites de uso e de prazo.
Duas destas construções vão consigo. A terceira fica onde está.

As fotografias merecem nota própria. Se foram encomendadas a um fotógrafo, existe uma licença com limites de uso e de prazo. Vale a pena saber quais antes de as levar para um site novo.

Quatro frases resolvem o assunto por escrito

Se as quatro estiverem no orçamento ou no contrato, o assunto está resolvido:

  1. O domínio é registado em nome da empresa cliente, que fica como titular.
  2. As contas de registo, alojamento e análise de tráfego são abertas com um email da empresa cliente e ficam acessíveis a ela.
  3. No fim do trabalho, o cliente recebe uma cópia completa do site: ficheiros, base de dados se existir, e imagens em tamanho original.
  4. Se o cliente pedir para mudar de fornecedor, o estúdio colabora na transição e não a condiciona.

São quatro frases que ninguém que trabalhe bem se importa de assinar. Um orçamento sério nomeia-as sem ser preciso perguntar, e a reação de quem o escreveu, quando se pergunta, diz mais do que o próprio orçamento.

Se o titular não for a sua empresa

Não entre em pânico e não faça ameaças. Na esmagadora maioria dos casos, o pedido correto resolve.

Peça por escrito, com educação e sem drama, três coisas concretas:

  1. A passagem da titularidade do domínio para a empresa.
  2. Uma cópia completa dos ficheiros e da base de dados.
  3. Os acessos às contas.

Dê um prazo razoável e guarde a resposta.

Se não houver resposta, o caminho técnico existe na mesma, e é aqui que a ordem de importância volta a interessar. Com o controlo do domínio, um site novo vai para o ar no mesmo endereço e a empresa não perde nada de estrutural: perde o trabalho feito, não a identidade. Sem o controlo do domínio, a conversa passa a ser jurídica. É por isso que o domínio é o primeiro item desta lista e não o último.

O pedido, e a porta que decide o resto Primeiro o pedido por escrito: a titularidade do domínio, uma cópia dos ficheiros e os acessos às contas, com um prazo razoável. Se não houver resposta, tudo passa por uma pergunta: tem o controlo do domínio? Com ele, um site novo vai para o ar no mesmo endereço. Sem ele, a conversa passa a ser jurídica. Se a resposta for não Sem pânico e sem ameaças. Na maioria dos casos, o pedido correto resolve. Peça por escrito, três coisas concretas Titularidade do domínio Cópia dos ficheiros Acessos às contas Dê um prazo razoável. Guarde a resposta. SE NÃO HOUVER RESPOSTA Tem o controlo do domínio? Com o controlo do domínio Não se perde nada de estrutural. Um site novo vai para o ar no mesmo endereço. Perde-se o trabalho feito, não a identidade. Sem o controlo do domínio A conversa muda de terreno. A conversa passa a ser jurídica. É por isso que o domínio é o primeiro item, e não o último.
Depois do pedido, tudo passa por uma pergunta só.

Na maioria dos casos, é conveniência acumulada

Vale a pena dizê-lo com justiça. Registar o domínio na conta do próprio estúdio, no primeiro dia, poupa meia hora e uma troca de emails. Multiplique isso por alguns anos e um estúdio acaba com dezenas de domínios de clientes numa conta só, sem nunca ter decidido que era isso que queria.

Há também uma segunda categoria, mais pequena, em que a conveniência é deliberada e serve para que ninguém se possa ir embora. De fora não há maneira de distinguir uma da outra, e também não é preciso: as perguntas são as mesmas e as respostas resolvem-se da mesma forma.

Se quiser que alguém olhe consigo para o que tem hoje e lhe diga, sem rodeios, o que está em nome de quem, marque uma chamada de 15 minutos. É uma conversa curta e, na maior parte das vezes, acaba com boas notícias.

Fontes

  • Pesquisa pública de domínios .pt, na Associação DNS.PT: pt.pt/pt/whois.
  • Que dados o diretório mostra: «Política de WHOIS sob o domínio de topo .PT»: pt.pt (PDF). Os dados pessoais do titular só são divulgados havendo consentimento.

Consultado a 9 de agosto de 2026. O procedimento de transferência de titularidade não é descrito passo a passo neste artigo: consulte as Regras de Registo .PT em vigor.

Fale connosco

Quer saber o que faríamos com o seu site?