Receber acesso à Search Console não significa saber o que fazer com os gráficos. Para uma revisão inicial, propomos três perguntas: por que pesquisas chegam pessoas, quais das páginas importantes podem aparecer e que observação merece uma ação?
Esta sequência serve para organizar o trabalho, não para substituir um diagnóstico de uma avaria concreta. Se deixou de encontrar o seu site, comece pelo artigo o meu site não aparece no Google. Uma quebra súbita ou um aviso de segurança merece atenção própria, sem esperar pela próxima revisão de rotina.
Que pesquisas e páginas estão a gerar visitas?
O relatório de desempenho mostra cliques e impressões nos resultados da Pesquisa Google, com vistas por consultas e páginas. Escolha um período e registe os filtros usados antes de comparar os números.
Uma pergunta útil é se as páginas que explicam os seus serviços recebem cliques pelas pesquisas relevantes para esses serviços. Separe a pesquisa pelo nome da empresa de outras consultas quando isso ajudar a interpretação. Leia também a página de destino: o número, sozinho, não diz se o texto responde ao pedido.
Compare períodos equivalentes e tenha em conta alterações que conhece, como uma campanha, férias ou a mudança do site. Um aumento de cliques não confirma novos clientes, e uma descida isolada não identifica a causa. A Search Console não é o registo completo das origens de visitas nem das vendas da empresa.
As páginas que interessam estão indexadas?
O relatório de indexação de páginas distingue páginas indexadas e não indexadas e apresenta os motivos conhecidos. O Google esclarece que não se deve esperar a indexação de todos os endereços: versões duplicadas ou alternativas podem ficar de fora de forma intencional.
Por isso, não transforme o total de páginas não indexadas numa lista automática de erros. Comece por uma lista pequena das páginas que quer tornar encontráveis: serviços ativos, contactos e conteúdos úteis. Compare essa intenção com o motivo apresentado para cada endereço relevante.
Se um serviço foi retirado, uma página ausente pode ser coerente com a decisão editorial. Se uma página essencial está bloqueada sem intenção, existe uma questão concreta para investigar. O relatório ajuda a escolher onde olhar; não decide sozinho o que a empresa deve publicar.
O que precisa de verificar antes de pedir uma correção?
A inspeção de URL permite consultar a informação da versão indexada e efetuar um teste em direto. São observações diferentes. O teste em direto verifica a página atual, mas não garante que venha a ser indexada e não abrange todas as condições de indexação.
Quando entregar uma questão ao responsável pelo site, junte o endereço, o objetivo da página, o estado observado e a data. Se houve uma alteração recente, indique-a. «Esta página de serviço devia estar disponível e aparece bloqueada» é mais útil do que «o gráfico está pior».
Depois da correção, volte à mesma pergunta. Confirme o que mudou no site e guarde a verificação. O estado que o Google apresenta pode atualizar-se mais tarde; não confunda uma alteração local concluída com a sua confirmação no índice.
Saia da revisão com uma lista curta
Para cada observação que exige trabalho, anote uma ação, um responsável e o que contará como confirmação. Também é válido concluir que um endereço não precisa de ser indexado ou que os dados ainda não permitem explicar uma variação.
Escolha a frequência da revisão conforme as alterações e a importância do site para o negócio. Um site acabado de mudar exige outro acompanhamento do que um site estável. Evite alterar títulos, páginas e ligações ao mesmo tempo apenas para reagir a um gráfico: depois será mais difícil perceber o efeito de cada decisão.
Se precisa de transformar uma observação da Search Console numa correção do site, fale connosco. Traga a pergunta e a página, não precisa de preparar uma apresentação de todos os relatórios.
Documentação do Google consultada em 20 de setembro de 2026. As três perguntas são uma proposta de trabalho; não resultam de uma análise das contas de um cliente.