Porque não construímos sites de 30 páginas para o Google

A estratégia de conteúdo em massa funciona até deixar de funcionar. O que fazemos em vez disso, e o que isso custa.

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Quarenta páginas quase iguais, ou oito escritas para pessoas Duas maneiras de encher um site, lado a lado. À esquerda, quarenta páginas iguais geradas a partir de um modelo, uma por serviço e por localidade, escritas para um motor de busca. À direita, oito páginas maiores e diferentes umas das outras, uma por serviço real, escritas para as pessoas que as vão ler. Quarenta páginas quase iguais, ou oito escritas para pessoas. Duas maneiras de encher um site, e o que cada uma custa. PARA UM MOTOR DE BUSCA Uma por serviço e por localidade. PARA QUEM AS VAI LER Uma por serviço real, e mais nada. Um site que se leia como o trabalho vale mais do que um site que se conte.
A escolha é entre páginas que se contam e páginas que se leem.

É comum encontrar sites de gabinete com trinta ou quarenta páginas quase iguais: uma por serviço, multiplicada por cada localidade em redor. Muda o nome da terra e mais nada. Uma clínica fá-lo com cada tratamento, um atelier com cada tipo de obra, um escritório de advogados com cada área de prática.

Um modelo, quarenta páginas À esquerda, uma página modelo: o nome da localidade entra num espaço reservado e todo o resto do texto é sempre o mesmo. Uma seta leva desse modelo a uma grelha de quarenta páginas geradas, todas com o mesmo desenho, em que só muda o nome que entra nesse espaço. O MODELO AS PÁGINAS GERADAS O nosso serviço em [localidade] Tudo o resto fica igual. Muda o nome da terra e mais nada. Uma página por serviço, multiplicada por cada localidade em redor. É assim que um site de gabinete chega a quarenta páginas.
Quarenta páginas saem todas do mesmo modelo, e só lhes muda o nome da terra.

Funciona? Durante muito tempo funcionou. É por isso que, quando pesquisa o seu próprio setor, os primeiros resultados são quase sempre esses.

Nós não construímos assim. Vale a pena explicar porquê, sem fingir que a decisão não tem custo.

Um site de oito páginas aparece menos no primeiro dia

No dia em que fica online, um site de oito páginas escritas a sério aparece menos do que um site de quarenta páginas escritas para um motor de busca. Menos páginas indexadas, menos combinações de palavras, menos portas de entrada.

Quarenta páginas são quarenta portas de entrada. Oito são oito. Quem lhe disser o contrário está a vender-lhe otimismo.

Três coisas correm mal com a página gerada

É uma página escrita para uma pesquisa, e para mais ninguém.

Ninguém a atualiza. Trinta páginas geradas a partir de um modelo são trinta páginas que o gabinete nunca mais volta a abrir. Ao fim de dois anos, metade contradiz a outra metade: um serviço que já não faz, um horário que mudou, o nome de um colega que saiu.

Nota-se. Um doente, um cliente ou um júri de concurso lê duas frases e percebe que aquele texto não foi escrito para ele. A confiança que a página devia construir é a confiança que ela gasta.

O alvo mexe-se. A vantagem destas páginas veio de um mecanismo de pesquisa que premiava quantidade e correspondência exata. Esse mecanismo mudou várias vezes na última década e continua a mudar. Um site cuja única defesa é o volume fica desprotegido no dia em que o volume deixa de contar.

A mesma página, dois anos depois Dois painéis com a mesma página gerada. No primeiro, no dia em que fica online, está inteira. No segundo, dois anos depois, três marcas assinalam, nas mesmas linhas, o que deixou de ser verdade: um serviço que já não faz, um horário que mudou e o nome de um colega que saiu. Em baixo, a nota de que o mecanismo de pesquisa que premiava quantidade também mudou. No dia em que fica online A página gerada faz o seu trabalho. [localidade] Mais páginas, mais portas de entrada. Ao fim de dois anos Ninguém a voltou a abrir. [localidade] 1 um serviço que já não faz 2 um horário que mudou 3 o nome de um colega que saiu Metade contradiz a outra metade. E o alvo mexe-se. A vantagem vinha de um mecanismo de pesquisa que premiava quantidade e correspondência exata. Esse mecanismo mudou várias vezes, e continua a mudar.
A página que ninguém volta a abrir é a página que começa a contradizer o gabinete.

Menos páginas, e o trabalho que não é o site

Escrevemos menos páginas, cada uma para uma pessoa concreta que a vai ler.

  • Uma página por serviço real, não por serviço vezes localidade.
  • A linguagem que o seu cliente usa quando fala consigo, e não a que o setor usa quando fala consigo próprio.
  • Um site rápido, legível no telemóvel, com o essencial logo à vista.

Depois vem o trabalho que não é o site: o perfil da empresa no Google preenchido a sério, a mesma morada e o mesmo número em todo o lado, fotografias que são suas. É aí que a procura local de um gabinete se decide, e não em quarenta páginas gémeas.

Duas metades do trabalho: o site, e o que não é o site Duas caixas empilhadas. Em cima, o site: uma página por cada serviço real, escrita para quem a vai ler, rápida e legível no telemóvel, com o essencial logo à vista, na linguagem que o cliente usa quando fala consigo. Em baixo, assinalado, o trabalho que não é o site: o perfil da empresa no Google preenchido a sério, a mesma morada e o mesmo número em todo o lado, fotografias que são suas, e é aí que a procura local de um gabinete se decide. O SITE cada uma para uma pessoa concreta Uma página por cada serviço real Escrita para quem a vai ler Rápida e legível no telemóvel O essencial logo à vista A linguagem que o seu cliente usa quando fala consigo. FORA DO SITE o trabalho que não é o site O perfil da empresa no Google preenchido a sério A mesma morada e o mesmo número em todo o lado Fotografias que são suas É aí que a procura local de um gabinete se decide. Não em quarenta páginas gémeas.
A procura local de um gabinete decide-se também fora do site.

Quando estaríamos errados: o negócio de volume

Se o seu negócio vive de volume de pesquisa e de margem baixa, a matemática é outra. Um comparador de preços, ou um comércio com milhares de referências, tem razões reais para uma estratégia de conteúdo em massa.

Diga-nos, e dizemos-lhe se somos o estúdio certo. Não somos, para toda a gente.

Para quem vive de reputação, de recomendação e de trabalho bem feito, um site que se leia como o trabalho vale mais do que um site que se conte.

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